quarta-feira, 27 de maio de 2009

ONGs combatem o comércio de animais silvestres

A defesa e a conservação da fauna silvestre na capital foi tema das palestras realizadas por representantes das ONGs Associação Mata Ciliar, Projeto Mucky e Pró-Animal na reunião da Comissão de Estudo sobre a proteção animal, nesta quarta-feira (27/05), na Câmara Municipal de São Paulo. O fim do comércio de animais silvestres e a preservação de mata nativa também foram abordados.
Christina Harumi, coordenadora de Fauna da ONG Mata Ciliar, falou da falta de áreas de destinações para os animais capturados. “Precisamos potencializar áreas para manutenção de espécies em vida livre. Isso pode ser feito através de reflorestamento”, explicou ela.
Lívia Botar, fundadora do Projeto Mucky - responsável pela reabilitação de primatas - acredita que a população tem de ser mais consciente ao adotar um animal silvestre como de estimação.

“As pessoas têm de saber que o comércio de silvestres gera captura e tráfico ilegal. Além disso, alguns animais mudam de comportamento quando chegam à puberdade. É nessa fase que muitas famílias se desfazem dos seus animais”, disse Lívia.
Segundo Cristina, a soltura não pode acontecer em qualquer lugar de área verde. “Tem gente que quer se livrar do seu animal e acha que é melhor fazendo isso em área livre. O que essa pessoa não sabe é que ele provavelmente irá morrer, pois não sabe sobreviver sozinho”, explicou. Ângela Branco, pesquisadora da ONG Pró- Animal, afirmou que a cidade de São Paulo é um dos maiores consumidores de animais provenientes de comércio ilegal.
Ângela defende que a gestão da fauna seja delegada ao Estado. “Essa gestão é muito onerosa e requer recursos específicos”, explicou ela. Ângela também pediu que as medidas compensatórias realizadas depois dos impactos causados por grandes obras sejam revertidas diretamente para a fauna. “Geralmente os animais são esquecidos durante esse processo”, disse.
Os vereadores estão estudando uma legislação para que o comércio de animais silvestres seja proibido na cidade de São Paulo.

Fonte: Agência da Câmara Municipal

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