Cerca de 10 mil toneladas de resíduos tóxicos estão abandonadas na avenida Jaguaré esquina com a Kenkiti Shimomoto, no bairro do Jaguaré, região oeste de São Paulo. O material ocupa parte do galpão da extinta CAC (Cooperativa Agrícola de Cotia).
A Cetesb, que monitora o local, não sabe dizer quem é o atual dono e acredita que provavelmente o solo esteja contaminado, já que não está protegido da chuva.Estas informações foram fornecidas pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) à CPI que investiga danos ambientais na cidade de São Paulo.
Na condição de convidados, Jorge Sakotani, gerente de departamento, Maria Lucia Nardi, gerente da Agência Ambiental de Pinheiros, e Carlos Alberto da Silva, engenheiro da Agência Ambiental de Pinheiros, responderam as perguntas dos vereadores.
Abandono
Questionados pelos parlamentares sobre quem seria o dono do resíduo tóxico para que pudessem ser tomadas providências, os técnicos da Cetesb foram unânimes em dizer que, neste caso específico, não se sabe mais quem pode ser responsabilizado. O passivo ambiental foi administrado por um síndico da massa falida, até sua morte. Atualmente, a Cetesb não conseguiu localizar o novo síndico ou seu advogado.
De concreto, os representantes da Cetesb informaram que monitoram o local e encaminham ao Ministério Público relatórios com os resultados. Os técnicos disseram ainda que o material tóxico está sendo manipulado e que existe atividade no galpão da extinta CAC, com movimentação de trabalhadores.
Lá, são guardados banheiros químicos da empresa Cabines Apolo, e foram os próprios funcionários da Apolo que manusearam o resíduo tóxico, para ter mais espaço para as cabines.
Neste ponto, o relator da CPI, vereador Juscelino Gadelha (PSDB), questionou os técnicos: "Mas, a Cetesb está vendo a coisa contaminar tudo e não faz nada, só informa o Ministério Público? Não tem nada que a Cetesb possa fazer para evitar o desastre, já que está lá?".
"Não", responderam os técnicos, que explicaram que seu papel era o de monitorar e informar as autoridades competentes.
De acordo com a equipe da Cetesb, esse resíduo tóxico deve ser transferido para Juquiá, área de proteção ambiental no sul do Estado de São Paulo, onde será armazenado. A CPI decidiu, então, convidar parlamentares e o prefeito de Juquiá para ouvir deles se a cidade sabe dessa transferência de resíduo tóxico e se eles estão preparados para armazenar adequadamente o material.
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