segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

FSM pede justiça climática para o mundo



Algumas propostas debatidas no Fórum Social Mundial (FSM) vão sair de Belém (BR) e chegar a Copenhague (Dinamarca), palco da próxima reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, em dezembro.

Em uma das assembléias temáticas realizadas no megaevento, os participantes combinaram um chamado global por justiça climática como forma de pressionar os líderes mundiais para que contenham o aquecimento global.“Para nós a luta por justiça climática e por justiça social é a mesma luta. É uma luta pelos territórios, pela soberania, pelos direitos indígenas, por distribuição mais justa da riqueza do planeta”, aponta o documento final aprovado pelo grupo.
Entre as ações práticas combinadas, estão a organização de campanhas globais para alertar sobre os impactos do aquecimento do planeta sobre as populações, a criação de uma rede de informações de organizações da sociedade civil sobre mudanças climáticas e até um protesto simultâneo contra alguma corporação multinacional.
O documento critica a uso de mecanismos de mercado como soluções para o enfrentamento do aquecimento global, principalmente o chamado o mercado de carbono, mecanismo de compensação de emissões de gases de efeito estufa . “Mais uma vez, as pessoas que criaram o problema estão dizendo que podem resolvê-lo. Não são soluções reais, são ilusões neoliberais”.
As alternativas, segundo as propostas do Fórum sobre mudanças climáticas, devem valorizar o conhecimento dos povos indígenas e comunidades tradicionais. “As soluções verdadeiras estão sendo construídas por quem vive a terra e são essas [soluções] que temos que globalizar”.
Agência Brasil

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