terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Sistema irá monitorar áreas de preservação ambiental do Rio de Janeiro

Os órgãos de fiscalização ambiental do Rio de Janeiro vão ganhar um reforço para monitorar a ocupação irregular em áreas de preservação permanente e em unidades de conservação do estado, segundo a Agência Brasil.
Os pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio) estão desenvolvendo um software que utilizará imagens de satélite em alta resolução para verificar não apenas a expansão horizontal das construções sobre a mata, mas também o crescimento vertical das ocupações, o que não é possível com os instrumentos disponíveis atualmente.
Dessa forma será possível comparar imagens feitas com intervalo de seis meses.O programa será utilizado em um projeto-piloto, em 2009, e terá a parceria do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e da Secretaria Estadual do Ambiente. Inicialmente, o monitoramento será realizado nos Parques Nacional da Tijuca e Estadual da Pedra Branca.
De acordo com o presidente do IEF, André Ilha, o crescimento vertical é uma tendência constatada em muitas comunidades de baixa renda do município e traz impactos negativos às áreas verdes, além de oferecer riscos à segurança dos moradores dessas construções.
“Temos verificado um notável crescimento vertical principalmente em comunidades carentes do Rio. É o caso de uma pessoa que tem um andar e constrói mais um andar por cima. Às vezes, encontramos até prédios de cinco ou seis andares completamente tortos porque foram construídos sem um profissional responsável, como um arquiteto ou um engenheiro, causando sérios riscos à vida dos moradores e também às encostas verdes”, destacou ele, em entrevista à Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
Para o desenvolvimento do software, está previsto o repasse de R$ 949 milhões, provenientes do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fecam), num prazo de 18 meses. A parte técnica ficará a cargo do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (Nima) da PUC, que contará com apoio da Universidade de Hanover, na Alemanha, e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os dados, além de embasar as ações de fiscalização dos órgãos ambientais estaduais e da prefeitura, ficarão à disposição da população na internet, num site a ser criado especialmente para esse fim.
Esperamos que a tecnologia desenvolvida possa ser empregada por outros estados brasileiros.

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